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Soluevo realiza Hackathon no CTC sobre Engenharia de Software, Algoritmos e IA
No dia 28 de março, sábado, acontece o Hackathon: Engenharia de software, Algoritmos e IA, realizado pela Soluevo, empresa de soluções em software. Neste evento, você vai encarar um desafio prático e colaborativo para definir uma solução com inteligência artificial aplicada, trabalhando em equipe e colocando a mão na massa do início ao fim: problema → solução → tecnologias → protótipo → apresentação.
O formulário abaixo é para fazer a inscrição no evento, entender seu nível de familiaridade com as tecnologias e e conhecer sua motivação em participar. Não precisa ser “expert” — o mais importante é ter vontade de aprender, colaborar e entregar.
Acesse o formulário e inscreva-se!
Informações sobre o Hackathon:
Número de vagas: 30 participantes
Formação dos times: Serão formados 6 grupos com 5 integrantes
Prazo de inscrição: Até 15/03
Critério de seleção dos participantes: Por ordem de inscrição
Sessão de alinhamento:
No dia 19/03, das 18h às 19h, será realizado um encontro online com os
participantes, com a seguinte pauta:
– formação dos times;
– apresentação do desafio do Hackathon;
– orientações gerais sobre o evento e esclarecimento de dúvidas.
Tecnologias:
A linguagem de programação é de livre escolha. A informação solicitada no
formulário tem apenas o objetivo de identificar as tecnologias com as quais os
participantes já possuem familiaridade.
Infraestrutura:
Os computadores do laboratório estarão disponíveis para uso durante o evento.
Caso prefiram, os participantes também poderão trazer seus próprios notebooks.
Durante o evento será disponibilizado coffee break para os participantes. -
Professora do CTC ganha Prêmio Jovem Cientista por estudos em eficiência energética
A professora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, Ana Paula Melo, recebeu, na última quinta-feira, 26 de fevereiro, o Prêmio Jovem Cientista na categoria Mérito Científico, pela sua “habilidade em promover articulações institucionais e internacionais voltadas a soluções inovadoras e resilientes” na área de eficiência energética.
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com o apoio de mídia da Editora Globo e o Canal Futura e o patrocínio da Shell. Seu objetivo é revelar talentos, impulsionando a pesquisa no país.
No caso de Ana Paula, sua escolha envolveu a participação no desenvolvimento de normas e instruções normativas promovendo a redução do consumo de energia, a redução de emissões de gases de efeito estufa e a construção de edificações mais sustentáveis. Além disso, ela também foi reconhecida pelo desenvolvimento de arquivos climáticos futuros, análise de padrões mínimos de desempenho energético e avaliação pós-ocupação para protótipos de habitação de interesse social.
Segundo a professora, este é um tema que lhe interessa desde que era aluna de iniciação científica, no Laboratório de Eficiência Energética em Edificações. “O principal avanço que venho trabalhando foi a publicação da Resolução 4/2025 que estabelece, a partir de 2027, a obrigatoriedade de índices mínimos de eficiência energética para novas edificações no Brasil, reduzindo impactos ambientais e gerando benefícios para o setor das edificações”, comenta. O documento é considerado um marco por representar um passo decisivo na transição energética do setor da construção civil brasileiro.
A professora celebrou o reconhecimento e se disse muito lisonjeada por compartilhar o prêmio com o departamento de Engenharia Civil e com a UFSC. Ana também é bolsista de produtividade do CNPq e estuda questões como o Monitoramento e Simulação de Áreas Urbanas para enfrentar as Mudanças Climáticas a partir de Estruturas Verdes e o Conforto e Economia de Energia em Edificações.
A cada edição do Prêmio Jovem Cientista é indicado um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, com prioridade nacional, que atenda às políticas públicas do governo federal e seja de relevância para a sociedade brasileira. Para 2025, o tópico escolhido foi “Resposta à Mudanças climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas”. Ao longo de sua história, o Prêmio somou mais de 22 mil trabalhos inscritos e premiou 203 estudantes e pesquisadores, além de 23 Instituições de Ensino e Pesquisa e 7 pesquisadores doutores com o mérito científico.
Fonte: Notícias UFSC
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UFSC inaugura laboratório de Robótica Avançada no CTC
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugurou, na manhã desta segunda-feira, 2 de março, mais um laboratório multiusuário da Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada (RCRobótica), no campus Trindade, em Florianópolis. A cerimônia de abertura do Polo de Robótica Industrial ocorreu no Auditório da PósMec, no Bloco A da Engenharia Mecânica, do Centro Tecnológico (CTC), e reuniu autoridades e membros da comunidade universitária para o descerramento da placa e a visita técnica ao laboratório.

Mais um laboratório multiusuário da Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada (RCRobótica) foi inaugurado na UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom
Com esta etapa, a rede avança em sua implantação regional. No último dia 19 de fevereiro, foi inaugurado o primeiro laboratório da RCRobótica no campus de Joinville, e a sequência continua no dia 3 de março, na UFSC Blumenau. A distribuição das unidades entre os três campi foi definida como estratégia para garantir especializações técnicas, ampliar o acesso regional à infraestrutura científica e fortalecer a articulação entre grupos de pesquisa no estado.
A rede é uma iniciativa da UFSC viabilizada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Programa MultiLab SC, totalizando R$ 2,5 milhões em investimentos. A consolidação de uma infraestrutura científica de alto nível marca um novo momento para a robótica em Santa Catarina, integrando regiões, fortalecendo a pesquisa de ponta e ampliando o potencial de aplicação em ações conjuntas com forças de segurança e órgãos de fiscalização.
Estiveram presentes, pela Administração Central da UFSC, o reitor Irineu Manoel de Souza; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; o assessor institucional, Alexandre Verzani; os pró-reitores de Pesquisa e Inovação (Propesq), Werner Krauss, e de Pós-Graduação (Propg), Débora de Oliveira; o diretor do CTC, Sérgio Peters; além dos professores e coordenadores da RCRobótica e do Laboratório de Robótica Professor Raul Guenther (LAR), Daniel Martins e Henrique Simas, respectivamente. A Fapesc foi representada pelo presidente, Fábio Wagner Pinto, e pela diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação, Valeska Daniela Tratsk. No geral, as falas abordaram o histórico, as estruturas, as parcerias e os projetos estratégicos já implementados, bem como novos editais previstos.
Os discursos ressaltaram a importância da parceria com o governo estadual e da atuação em rede, que ampliam a capacidade da Universidade para desenvolver soluções voltadas à qualidade de vida da população e ao fortalecimento do setor produtivo. Em Joinville, as estruturas se dedicam à robótica subaquática; em Blumenau, à móvel; e, em Florianópolis, à de máquinas e mecanismos. A agenda do MultiLab SC alcança o marco de 45 laboratórios inaugurados, de um total de 50, no âmbito do maior e primeiro edital da Fapesc. No caso da UFSC, 12 laboratórios multiusuários foram contemplados.
O presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, destacou que “o MultiLab SC é um exemplo do que queremos para Santa Catarina: ousadia, rede e impacto”. Parabenizou a equipe da UFSC envolvida na iniciativa de instalar não apenas um, mas três laboratórios, e pela boa gestão dos recursos, num programa que “executou em 2023 um pouco mais de R$ 111 milhões’. Ao todo, “foram 12 laboratórios dentro da UFSC”, inseridos em uma agenda que fortalece a pós-graduação e integra instituições. Trata-se de “uma grande oportunidade de integrar mais universidades e inspirá-las por meio da referência que a UFSC representa”.
Fábio também contextualizou o cenário econômico do Estado: “crescemos 5,5% no ano passado e 7,2% no ano retrasado, com taxa de desemprego de 2,2%” — indicador que, embora positivo, pode ser “ameaçador para a indústria pela falta de mão de obra qualificada”. Para ele, a resposta passa por “muita automação, muita integração de inteligência artificial, muita energia e movimento”, com demanda crescente por engenheiros, técnicos e egressos da pós-graduação. “Vamos ter que investir cada vez mais em laboratórios e infraestrutura, atrair empresas e fortalecer uma rede de universidades que forme mais pessoas e envolva a comunidade acadêmica e industrial. A UFSC é um grande caso, e o MultiLab SC amplia essa rede de robótica, com capacidade real de transformar o setor produtivo”.
O reitor Irineu Manoel de Souza encerrou as falas, reforçando que a inauguração do polo “reafirma que a nossa instituição é referência nacional e internacional” e que a universidade pública deve ser defendida. Segundo ele, “foi a dedicação exclusiva de docentes e pesquisadores que gera agora frutos visíveis em pesquisas robustas e em laboratórios deste porte” — conquista possível “porque temos uma universidade pública de qualidade; não podemos esquecer essa defesa”.

Descerramento da placa com o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza (dir.), o professor e coordenador da RCRobótica, Daniel Martins, e o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto (esq.). Foto: Gustavo Diehl/Agecom
O reitor ainda destacou que “95% da ciência e tecnologia do país ocorre nas universidades públicas — incluindo as estaduais —, sustentando ensino, pesquisa, extensão e inovação”. Para ele, a inteligência artificial e a robótica, precisam ter um propósito maior: “melhorar a qualidade de vida das pessoas”. “Tudo o que produzimos em ciência e tecnologia deve facilitar serviços, ampliar possibilidades e impactar positivamente a população. Deixo esse compromisso como recado e parabenizo a equipe do Centro Tecnológico e a Fapesc por tornarem possível este momento decisivo para a ciência, a tecnologia e para Santa Catarina”.
A RCRobótica integra três polos especializados, distribuídos nos campi de Joinville, Blumenau e Florianópolis, com infraestrutura voltada à pesquisa avançada, formação de recursos humanos e cooperação com o setor produtivo. A estrutura é multidisciplinar e contempla robótica industrial e móvel, com laboratórios equipados para a instalação de robôs industriais e plataformas móveis, áreas de prototipagem mecânica e eletrônica, bancadas de instrumentação e sistemas computacionais de alto desempenho.
Os espaços são multiusuários e destinados ao uso compartilhado por pesquisadores, estudantes e profissionais, atendendo projetos de ensino, pesquisa, inovação e cooperação com empresas. Entre as áreas contempladas estão Robótica, Mecanismos, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, Sistemas Embarcados e Agro 4.0.
Fonte: Notícias UFSC
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CTC recebe Certificado de Centro mais engajado no Programa INOVA UFSC
Na última quinta-feira, 26 de fevereiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reconheceu equipes e profissionais que fortalecem a inovação institucional em um cerimonial com a entrega de prêmios a pesquisadores, lideranças, empresas e entidades que transformaram a instituição em referência na área ao longo do tempo e na atualidade. Parceiros do ecossistema de ciência, tecnologia e empreendedorismo estiveram presentes no evento, organizado pelo Departamento de Inovação (Sinova), que também apresentou suas iniciativas.

Prof. Sérgio Peters, diretor do Centro Tecnológico, recebe certificado de homenagem ao Centro. Foto: Gustavo Diehl
O Prêmio Inova UFSC contemplou sete diferentes modalidades: Inovação de Produto, Inovação de Processo, Inovação Organizacional, Inovação Social, Inovação Pedagógica, Inovação em Marketing e Inovação em Modelo de Negócio. A solenidade ainda contou com a entrega do Prêmio Empreendedor DNA-UFSC. A premiação foi promovida pelo Departamento de Inovação (Sinova), vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), responsável pelas ações de inovação da Universidade.
O Centro Tecnológico (CTC) recebeu Certificado de Centro mais engajado no Programa INOVA UFSC, e contou com professores, professoras e pesquisadores premiados e homenageados em diversas categorias na cerimônia. Confira a lista dos nomes vinculados ao Centro Tecnológico:
RECONHECIMENTOS E HOMENAGENS
- Primeira Oferta Pública da UFSC (STT): LabTelemed e EBSERH
- Primeiro Professor participante do Edital de Disciplinas Potencialmente Inovadoras: Prof. Cristiano Alves da Silva e Empresa Unitermi.
- Pesquisador e pesquisadora com mais ativos de Propriedade Intelectual registrados: Aloisio Nelmo Klein (96 ativos) e Gisele Hammes (45 ativos)
- Centro mais engajado no Programa INOVA UFSC: Centro Tecnológico
LIDERANÇAS
- Liderança de Redes:
- Diego Brites Ramos (ACATE)
- Patricia de Sá Freire (Rede IA Gente)
- Liderança Feminina:
- Tainá Pigosso (LabMat/UFSC)
- Liderança de Habitats de Inovação:
- Eduardo Cesar Cordeiro Vieira (Sapiens Parque)
PRÊMIO INOVA UFSC
- Inovação em Processo:
- Daniel Galeazzi e Regis Silva
- Inovação Organizacional:
- Modesto Hurtado Ferrer
- Intraempreendedor DNA UFSC:
- Nelson Jhoe Batistela
- Inovação de Produto:
- Raul Sidnei Wazlawick e Eduardo Monguillot Dalmarco
- Guilherme Fidelis Peixer e equipe
- Empreendedor do Conhecimento:
- Diego Jacob Kurtz (PecSmart)
- Inovação Social:
- Jônata Tyska Carvalho e equipe
- Inovação Pedagógica:
- Modesto Hurtado Ferrer
- Patricia de Sá Freire e equipe
- Eliane Pozzebon, Alexandre Marino Costa e Josete Mazon
PRÊMIO DNA UFSC – EMPRESAS
- Categoria Grande Porte: 1. Softplan (representada por Moacir Antônio Marafon)
- Categoria Médio Porte:
- Audaces (Ricardo Luiz Delfino Cunha)
- Categoria Pequeno Porte:
- MEV Tech (Matheus Dressler Maia)
- Categoria Microempresa:
- Mobway LTDA (Artur Sabino de Andrade)
- Organização do 3º Setor: 1. Prototipando a Quebrada (Jefferson de Lima e Yohanna Hoepers Galvani De Souza).
Fonte: Notícias UFSC
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Nota de pesar: falece Antônio Galvão Naclério Novaes, professor aposentado do EPS
O Centro Tecnológico (CTC) comunica, com pesar, o falecimento do professor Antônio Galvão Naclério Novaes, ocorrido na quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, na cidade de Assis (SP), aos 90 anos. Seu corpo está sendo velado no Centro Funerário São Vicente Prever e será cremado no dia 19 de dezembro 2025, no crematório de Londrina.

Novaes foi professor no Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da UFSC de 1992 a 2005, professor titular de Transportes e Logística na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), e atualmente atuava como professor visitante na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também participou de diversos programas de pós-graduação, como o Programa de Pós-Graduação de Engenharia de Produção e Sistemas (PPGEPS/UFSC). Era paulistano, casado e pai de três filhas.
“Considerado o pai da Logística no Brasil, o professor Novaes contribuiu para o desenvolvimento da logística no Brasil, com uma visão moderna e estratégica. É autor de dezenas de livros na área de transporte, logística e gestão da cadeia de suprimentos que são referências no ensino no Brasil. Sempre atuou como consultor de empresas e órgãos públicos, conectando academia e mercado. Tinha um jeito sempre humano, acolhedor e alegre. Sentiremos muitas saudades”, afirma Mônica M. M. Luna, professora titular do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas e coordenadora dos cursos de Engenharia de Produção da UFSC.
O Centro Tecnológico expressa seus sentimentos de solidariedade aos familiares e amigos de Antônio Galvão Naclério Novaes neste momento de despedida.
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Centro Tecnológico celebra 65 anos; referência em formação, pesquisa e inovação
A memória institucional e o reconhecimento de contribuições individuais e coletivas foram a tônica dos 65 anos do Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), celebrados nesta quarta-feira, 17 de dezembro. A história do CTC – indissociável da própria trajetória da UFSC, que completa a mesma idade neste mês – espelha a evolução do ensino de engenharia e tecnologia no Brasil. A cerimônia começou às 10h, no Auditório Professor Luiz Antunes Teixeira, o “Teixeirão”, no campus Trindade, em Florianópolis, e foi prestigiada pelo reitor Irineu Manoel de Souza, pelo assessor do Gabinete Alexandre Verzani, pelo chefe de Gabinete Bernardo Meyer, professores, técnicos, estudantes, autoridades acadêmicas e entidades representativas.

Evento nesta quarta-feira comemorou os 65 anos do Centro Tecnológico da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC
O encontro foi marcado por homenagens a ex-diretores que lideraram o centro entre 1960 e 2024, bem como a docentes e técnicos-administrativos aposentados em 2025 – gerações que ajudaram a construir esta história. Ex-dirigentes e representantes de instituições parceiras fundamentais para o ecossistema de inovação catarinense também se manifestaram, entre elas a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC).
Para o professor Júlio Zeremeta, um dos homenageados e que apresentou uma retrospectiva histórica, o legado é de crescimento sustentado e impacto amplo: a missão de docentes, técnicos e estudantes vem sendo cumprida e deve seguir em trajetória ascendente — uma “derivada positiva” de realizações acadêmicas, econômicas e sociais.
Trajetória e consolidação
Desde sua criação em 1960, o CTC firmou-se como uma das 15 unidades de ensino da UFSC e tornou-se referência nacional em formação, pesquisa e inovação. A infraestrutura atual traduz essa relevância: 10 departamentos, 15 cursos de graduação, 14 programas de mestrado e 12 de doutorado.

A trajetória começou com a Escola de Engenharia Industrial (EEI), marco inaugural da área tecnológica na universidade. Nos anos 1970, a EEI deu lugar ao Centro Tecnológico, consolidando a força da graduação e da pós-graduação. Os anos 1980 trouxeram os primeiros doutorados, elevando a formação de pesquisadores. Na década seguinte, o centro consolidou-se definitivamente, com a expansão da pós-graduação e a diversificação de áreas e linhas de pesquisa.
Ao longo de seis décadas e meia, o CTC manteve clara sua missão: promover o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural para melhorar a qualidade de vida. Essa diretriz orienta projetos acadêmicos, parcerias estratégicas com os setores público e privado e iniciativas de inovação que impulsionam o desenvolvimento regional e nacional – reforçando o centro como vetor de transformação social e produtor de conhecimento de excelência.
O reitor Irineu Manoel de Souza ressaltou que se trata “de fato, de um dos centros mais importantes da universidade”, tanto “pela sua grandeza na pesquisa, no ensino, na extensão” quanto pela contribuição social, que segundo ele, o centro é o que mais forma estudantes e insere na sociedade profissionais altamente qualificados.

O reitor reiterou a força acadêmica do centro, resultado do trabalho da comunidade que o compõe, e contextualizou o momento de evasão e de dificuldades de atração para a graduação; Ainda assim, salientou que os cursos do CTC seguem disputados e, a cada semestre, colocam “um número qualificado de profissionais” na sociedade. Ao ampliar o foco para a instituição, sublinhou que a universidade se destaca “em termos de qualidade” no ensino, na pesquisa e na extensão, com reconhecimento em Santa Catarina, no Brasil e internacionalmente, reconhecimento que atribuiu ao esforço, ao apoio e à participação do Centro Tecnológico no projeto universitário.Retrospectiva histórica
O Centro Tecnológico tem sua origem diretamente vinculada à criação da própria universidade. A Lei 3.849, de 18 de dezembro de 1960, que instituiu a UFSC, já previa a implantação da Escola de Engenharia Industrial, com vocação inicial nas áreas de Química, Metalurgia e Mecânica – frentes que posteriormente foram ampliadas para incluir Engenharia de Materiais.

Em 1961, o professor João David Ferreira Lima foi nomeado primeiro reitor e estabeleceu um convênio estratégico com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para viabilizar a nova escola. Pelo acordo, os professores regentes deslocavam-se quinzenalmente para Florianópolis para ministrar aulas, apoiados por tutores locais. Em 1962, o primeiro curso de graduação entrou em operação: Engenharia Mecânica, instalado no pavilhão da engenharia industrial – hoje bloco B da Engenharia Mecânica.
A presença do professor Caspar Erich Stemmer foi decisiva nesta fase inicial. Ele atuou como regente a partir de 1964, e no início de 1965 assumiu a direção da EEI, permanecendo no cargo até 1969. Sob sua liderança, a escola expandiu sua oferta com a criação dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Elétrica, que começaram a funcionar ainda na década de 1960. Para superar restrições de contratação e pagamento de especialistas, especialmente na área elétrica, a EEI criou, em parceria com a Companhia Energética de Santa Catarina (Celesc), a Fundação de Ensino de Engenharia de Santa Catarina (Feesc) em 1966 – pioneira entre as fundações de apoio da UFSC e a única com “ensino” no nome. Esta fundação tornou-se parceira fundamental da universidade desde então.
A partir da reforma universitária de 1970, quando as instituições brasileiras passaram a se organizar em departamentos e unidades de ensino, o CTC acelerou sua expansão. No segundo mandato de Stemmer (1970-1974), já sob influência da reforma, consolidou-se a visão de um centro multidisciplinar, inaugurando oficialmente a era do Centro Tecnológico. A década de 1970 marcou um ciclo de forte expansão, com a abertura de seis novos cursos de graduação.
Em 1969, ainda antes da consolidação formal do CTC, teve início o primeiro programa de pós-graduação da UFSC: o Mestrado em Engenharia Mecânica. Este foi o marco inicial de uma trajetória que resultaria na formação de dezenas de milhares de profissionais em engenharias, arquitetura, computação e sistemas de informação, além de milhares de especialistas, mestres e doutores. Entre os cursos criados neste período de expansão, destacam-se Ciência da Computação em 1976 – em um contexto anterior à popularização dos microcomputadores – e, na sequência, Arquitetura e Urbanismo (1977), Engenharia de Alimentos e Engenharia Química (1978), Engenharia Sanitária e Ambiental (1978), e os cursos de Produção, Mecânica, Elétrica e Civil (1979).
O crescimento do CTC apoiou-se na estruturação de laboratórios, na consolidação da pós-graduação e na articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Novos cursos continuaram sendo criados para atender demandas emergentes: Controle e Automação (1990), Engenharia de Materiais e Sistemas de Informação (2000) e Engenharia Eletrônica (2009). Já na década mais recente, o centro aprovou a oferta de Engenharia de Produção Plena (2022) e deu início ao processo de criação de Engenharia de Alimentos e Bioprodutos, refletindo demandas emergentes da sociedade.
Excelência e impacto
Atualmente, ao longo de seis décadas e meia de história, o CTC estruturou-se como um polo de excelência acadêmica. A unidade oferece ainda mestrados profissionais e cursos de especialização que atendem a necessidades específicas, como gestão e avaliação, engenharia ambiental e veículos elétricos e autônomos. As iniciativas são avaliadas por critérios de qualidade que incluem não apenas produção científica, mas também impacto social e econômico.

No campo da pesquisa, o CTC consolidou reconhecimento pela produção contínua de artigos científicos em periódicos de prestígio internacional. Na extensão, inovação e transferência de tecnologia, o centro protagonizou iniciativas que moldaram o ecossistema catarinense: fomentou empresas juniores, concebeu e estruturou os primeiros parques tecnológicos de Florianópolis e de Santa Catarina – como o Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (Celta), o Parque Tecnológico Alfa e o Sapiens Park – e fortaleceu o modelo de fundações de apoio. A colaboração que levou à Lei 8.958/1994, regulamentando parcerias entre instituições federais de ensino, instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) e fundações de apoio, contribuiu para desonerar pesquisadores de tarefas administrativas e acelerar projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
A celebração ressaltou que a trajetória do centro foi construída tanto por grandes marcos institucionais quanto por ações cotidianas, sólidas e sinceras, que sustentaram a formação de pessoas e o fortalecimento da unidade ao longo do tempo. O centro reitera seu compromisso com uma atuação acadêmica relevante e impactante, voltada para a sociedade catarinense, brasileira e internacional.
Fonte: Notícias UFSC
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Nota de pesar: falece Cainã Correas Caldas, estudante do curso de Ciência da Computação
O Centro Tecnológico (CTC) comunica com pesar o falecimento do estudante Cainã Correa Caldas, ocorrido no último sábado, 13 de dezembro, aos 29 anos. Cainã era programador e frequente palestrante da Semana Acadêmica da Computação e Sistemas (SECCOM/UFSC). Foi responsável pelo desenvolvimento do jogo Cardpybaras, que se destacou na competição internacional de desenvolvimento de jogos Game Jam Plus.

Em nota, o PET Informática e a SECCOM, afirmam “Por meio de seu excelente trabalho, Cainã impactou a vida de diversos alunos e colegas, deixando uma contribuição marcante e boas lembranças a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”.
O Centro Tecnológico expressa seus sentimentos de solidariedade aos familiares e amigos de Cainã neste momento de despedida.
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Doutora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (POSMEC) recebe Prêmio CAPES de Tese 2025
O Centro Tecnológico (CTC) parabeniza a doutora Larissa Krambeck e também a sua orientadora, Profa. Marcia Mantelli, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (POSMEC), que receberam o Prêmio CAPES de Tese na área de Engenharias III com a tese intitulada “Flat mini heat pipe technologies for the thermal management of electronics“.
A edição de 2024 do Prêmio CAPES de Tese teve 1.543 trabalhos inscritos, de 206 instituições de ensino e pesquisa, com 49 autores vencedores e que receberão bolsa de até um ano para estágio pós-doutoral em instituição nacional, certificado e medalha. Seus orientadores ganharão um prêmio no valor de até R$ 3 mil, além de certificado, que também será oferecido aos coorientadores e ao programa de pós-graduação no qual o trabalho foi defendido. Veja a lista completa de premiados aqui.

Evento ocorreu na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Foto: Julia Prado – CGCOM/CAPES
O prêmio foi entregue na cerimônia de comemoração dos 20 anos do prêmio CAPES de Tese, realizada nesta quinta-feira, 11 de dezembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Sobre o Prêmio CAPES de Tese
Criado em 2005, o Prêmio CAPES de Tese reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos no Brasil. Para conceder os prêmios, a CAPES leva em conta a originalidade do trabalho e a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação do País. Ao longo desses anos, mais de 17 mil teses foram inscritas.Fonte: Notícias — CAPES
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inoVARE/UFSC participa da Conferência Anual das Unidades EMBRAPII 2025
Nos dias 9 e 10 de dezembro, a Unidade EMBRAPII inoVARE/UFSC participou da Conferência Anual das Unidades EMBRAPII 2025, realizada em Brasília, reunindo representantes de unidades de todo o país. Foram discutidas tendências tecnológicas, estratégias de captação de recursos, planejamento estratégico para 2026 e iniciativas para a continuidade do programa de excelência operacional. A unidade foi representada pelo professor Julio Cordioli, coordenador da Unidade, e por Nara Santos , gestora de planejamento e negócios.

Prof. Julio Cordioli (esq.), Álvaro Prata e Nara Santos. Foto: inoVARE/UFSC
A Conferência contou com a presença da Ministra Luciana Santos, do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A programação contou com a abertura institucional, presidida pelo prof. Alvaro Prata, uma palestra sobre tendências em inovação industrial oferecida por Luciano Coutinho, agenda de planejamento estratégico EMBRAPII, além de sessões sobre maturidade operacional e redes de inovação. A conferência também promoveu um momento de reconhecimento público com a premiação dos “Melhores do Ano EMBRAPII”.
“Participar da conferência anual é sempre uma oportunidade valiosa para alinharmos estratégias, compartilharmos resultados e fortalecermos o papel das unidades EMBRAPII na promoção da inovação industrial brasileira. Os temas discutidos este ano reforçam a importância de atuarmos de forma integrada, com foco em impacto tecnológico, eficiência operacional e geração de valor para as empresas parceiras e para a sociedade”, destacam prof. Julio Cordioli e Nara Santos.
Ainda segundo os representantes da inoVARE:
“Voltamos para Santa Catarina e para a UFSC motivados pelos desafios apresentados para 2026 e com a convicção de que a inoVARE/UFSC tem evoluído de forma consistente, ampliando competências e consolidando seu papel dentro da rede. A troca com outras unidades e com a equipe da EMBRAPII é fundamental para aprimorar processos, antecipar tendências e fortalecer o ambiente de inovação do país.”
A participação da inoVARE reforça o compromisso da unidade com a excelência operacional e o desenvolvimento de soluções tecnológicas de alto impacto para o setor produtivo.
Fonte: Comunicação inoVARE
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Nota de pesar: falece Kayan Klava da Costa, estudante do curso de Engenharia Mecânica
O Centro Tecnológico (CTC), o Departamento de Engenharia Mecânica (EMC) e os cursos de Engenharia Mecânica e de Materiais, comunicam, com pesar, o falecimento do estudante Kayan Klava da Costa, ocorrido na última sexta-feira, 5 de dezembro. Kayan estava na 7ª fase do curso de Engenharia Mecânica e atuava como bolsista do Laboratório de Materiais (LabMat/CTC/UFSC).
O sepultamento ocorreu no dia 07 de dezembro, no Cemitério do Itacorubi, em Florianópolis.
Enlutados, o Centro Tecnológico, O Departamento de Engenharia Mecânica e, especialmente, os cursos de Engenharia Mecânica e de Materiais expressam seus sentimentos de solidariedade aos familiares e amigos de Kayan neste momento de despedida.








